Nesta semana, tive uma conversa muito interessante com um líder de uma igreja evangélica, pode parecer estranho, mas estávamos falando exatamente sobre o papel da comunicação nas igrejas.
Aqui, não irei entrar no mérito das questões filosóficas e de princípios religiosos ou eclesiásticos, mas sim, na questão fundamental que é a igreja enquanto organização e a comunicação organizacional que se faz necessária, principalmente nos dias de hoje em seus mais diversos clientes internos e externos.
Qualquer organização seja ela privada, pública ou de terceiro setor, ao definir sua estratégia competitiva, sua missão e seus objetivos podem definir abordagens de melhorias contínuas e a utilização dos conceitos de gestão da qualidade e de processos. Desta forma, os benefícios para a instituição serão obtidos ao longo de algum tempo.
Se partirmos pelo princípios mercadológicos da aplicação da gestão de qualidade, processos, melhorias e de gestão organizacional, também podem ser aplicados nas igrejas e no terceiro setor. Hoje, é possível realizarmos um benchmarking, como uma ferramenta de busca contínua das melhores práticas de gestão interna e externa de uma igreja.
Mas para isso é necessário ter a compreensão do “negócio”, seus objetivos na relação com o mercado, clientes (membros da igreja) e competidores, assim como com o ambiente político e social.
Também é necessário compreender o processo de comunicação em sua totalidade, garantindo o entendimento das mensagens pelos demais membros da igreja. Capacidade de expressar ideias de modo claro, utilizando técnicas de comunicação apropriadas para cada situação.
A comunicação pode e deve contribuir em uma igreja, seja para ações de comunicação interna como a comunicação externa. Utilizar redes sociais e canais de comunicação on line para propagar o evangelho é fundamental nos dias de hoje, mas para todas as ações é necessário fazer sentido e estar alinhado com o objetivo e missão principal de cada igreja e principalmente com os membros, líderes e pastores.